Pequenas coisas

Dar valor às pequenas coisas é dar valor à vida que você recebeu. Apesar de todos os pesares, de toda e qualquer dor após um dia longo. Porque ser feliz depende de você, e só você pode se dar essa oportunidade. Isso é o livre arbítrio: Você vem aqui com uma missão mas, apesar disso, você é quem tem o controle da sua vida. Cabe a você escolher os caminhos certos, os caminhos do bem, os caminhos da caridade, do amor ao próximo, do amor a si mesmo e buscar a felicidade. O sapato ta apertando? Vai lá e tira o sapato! Não espera alguém para te ajudar, você tem que se ajudar.

As minhas pequenas coisas? O que me faz feliz hoje, apesar de tudo? 

Acordar de manhã com a voz da minha irmã conversando com a minha mãe na cozinha. Nos sábados, quando ela pula em cima de mim para me acordar e pedir para eu fazer uma trança no cabelo dela. Quando a gente tá voltando para casa de noite e toca uma música com letra engraçada e a gente ri juntas. Quando ela morde minha cara e me aperta, me chamando de gordinha linda.

Quando eu chego em casa de noite e abro a porta do quarto dos meus pais e meu pai me chama para me dar um abraço. Ou quando chega a sexta-feira e a gente compra doce para comer depois do almoço. Quando ele chega em casa e fica se escondendo atrás da minha porta, para chamar minha atenção. No almoço, quando ele fica me aperriando e eu tiro os talheres dele para ele não poder comer.

Sair com minha mãe para ir na casa de tia Geny comer banana frita. Passar o dia com ela, conversar com ela sobre tudo, não ter segredos para ela, confiar tanto tanto tanto nela. Compartilhar das mesmas leituras, os nossos livros espíritas com mensagens tão lindas. Ir na casa da minha vovozinha Octavia e achar lindo quando ela viaja para ajudar os outros. Saber que eu tenho do meu lado alguém que pratica a caridade tão bem, e que ela está me ensinando tudo isso. Eu quero ser igual a ela um dia,

Meu irmão lindo. Porque ele reclama quando eu visto uma roupa feia para ir para a faculdade, me diz que eu sou linda, não me deixa sair de casa parecendo uma doida. E sempre descia as escadas da casa velha para buscar minha bolsa quando a gente era pequeno. E compartilhou do mesmo quarto comigo até o ano passado. E brincava de cachorrinho comigo, e não se importava que eu fizesse dele gato e sapato. E como eu rezava para ele quando ele tava tendo um pesadelo, e como eu o esperei tanto quando ele estava na barriga da minha mãe, e como ele me ama tanto e eu sei disso hoje. Meu melhor amigo. 

Quando eu lembro do sorriso de vovó Bebé aquele dia quando eu ia saindo da casa de Tia Mima de manhã e ela me disse que eu estava linda. Eu te amo tanto, Vó! Tanto! Eu te amo demais, demais. E eu queria que você soubesse que eu te amei demais, e ainda amo. E você tinha o sorriso mais lindo para mim sempre. Eu sinto falta de você. E eu me arrependo tanto de não ter ido te ver. Me perdoa, eu te amo.

Cuidar de quem eu amo. Cuidar de quem eu nem conheço. Saber que eu tenho feito pouco, mas que eu vou conseguir fazer mais. Eu vim aqui por um motivo, por uma razão. Eu não vou desperdiçar essa oportunidade!

 

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