Os sinais

Desde que virou o ano e 2015 chegou, alguns acontecimentos da minha vida têm passado como flashes pela minha memória. É engraçado porque são coisas que antes e via como trágicas, mas agora me parecem tão divertidas e, de repente, começam a fazer tanto sentido!

Primeiro cada um dos momentos que eu passei para o tão esperado “primeiro beijo”. Desde o começo a vida me mostrou que ele não era o cara certo, mas eu fui lá e fiz anyway. Antes eu achava ridículo, agora eu acho engraçado. E isso é a vida. Quando eu lembro que arranhei o carro ao dobrar uma rua porque estava tremendamente nervosa com a ideia de sentar a mesa de um bar com aquele homem desconhecido, e depois quando ele me surpreendeu com uma série de demonstrações de que ele não era para mim, ou quando marcamos de sair para o lugar mais absurdo do mundo, e sentamo-nos no lugar mais óbvio como se pedíssemos que todas as pessoas que eu conheço me vissem ali e, inevitavelmente, isso aconteceu… Todas essas coisas, tudo isso, me faz rir! Me faz rir de como eu fui tola, boba, inocente. Rir da minha pressa em descobrir o que eu sempre soube, que beijos sem sentimentos são atos puramente carnais e… nojentos! Então, sim, eu rio disso! Rio de tudo isso.

Então como se não fosse suficiente, a vida me dá boas lembranças de alguém que foi totalmente o oposto, e que eu não precisei beijar para sentir-me beijada, e que mesmo dando sinais de ser incrível para mim, a vida não permitiu que eu beijasse, porque como todos os outros que surgiram até agora, ele também não era o certo. Então eu sinto muito por isso, mas compreendo a vida. Só não acho justo, mas talvez eu merecesse.

Mas isso não importa agora porque eu sempre vou guardar boas lembranças e tirar grandes lições sobre como estávamos tão próximos e a vida achou um jeito de derrubar uma garrafa de cerveja e nos afastar. E hoje eu sei, eu sei o que foi aquele sentimento. Eu sei o que foi que eu senti quando aquela garrafa caiu. Eu estava conectada a alguém que estava completamente conectado a mim, e então alguém nos separou. Porque não era o certo, ou porque talvez eu não merecesse, ou talvez eu não devesse, mas tudo bem. Porque eu sei que tem algo melhor para mim por aí, e quando esse algo melhor chegar, nenhum alguém vai conseguir me impedir de estar conectada ao meu algo melhor. Essa conexão não pode ser quebrada.

mmariah.

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