Meu pedido de desculpa

Eu vou tentar ser breve.

Cada um tem o seu jeito de pedir desculpas. Minha cantora preferida escreve músicas, uma amiga diz isso com o olhar, eu escrevo cartas. Nesse caso não poderei escrever cartas porque você não me deu muitas opções, então vou ter que escrever um post explicando o que não tem explicação…

Eu tenho medo de me envolver com as pessoas. Eu sou do tipo de pessoa que se entrega totalmente a amizades e, em alguns casos, a romances – mesmo que eu nunca tenha vivido nenhum, na minha humilde opinião. Então, quando eu te conheci naquele 10 de outubro de 2013 num chat de internet, eu não imaginava que ficaríamos amigos. Não era isso que eu estava planejando. Eu nunca te disse, nem a ninguém, mas eu não entrava naquele bate-papo para treinar meu inglês. Essa era apenas a desculpa que eu usava para entrar lá e procurar alguém para conversar comigo e acalmar meu coração da solidão que eu sinto mesmo estando cercada de pessoas que – eu sei – me amam.

Aí eu encontrei você. Usando uma regata, falando comigo em português, morando em São Francisco e uma história para me contar. Eu não tinha notado a bandeira do Brasil atrás de você até que você me disse que era brasileiro. Lembro do quanto rimos juntos aquela noite… Lembro de você colocar músicas para tocar enquanto conversávamos e o quanto nós dois tínhamos em comum. Você pôs Roupa Nova para tocar em algum momento daquela noite, e eu nunca esqueci porque eu não acreditava que além de todos os gostos em comum você ainda tinha colocado a música certa para tocar. Brinquei que você devia estar lendo um resumo sobre a minha vida em algum lugar, perguntei se você estava lendo o meu blog, e foi a partir dali que você sempre me encheu o saco para que eu te desse o link para você ler o que eu andava falando aqui sobre você. Inocentemente te dei o número do meu celular porque achei que você queria manter contato apenas pelo fato de eu estar cursando fonoaudiologia na UNICAP e você ter passado no vestibular para fonoaudiologia na PUC de Goiás.

No outro dia, 11 de outubro de 2013, uma sexta-feira, você veio falar comigo no whatsapp. Eu lembro de tentar ser fria, e não e dar muita bola, porque eu não queria me apegar a alguém que pudesse me machucar. Mas mandei a foto do post anterior para você quando você me mandou a foto dos seus pés de chinelo no meio de uma de suas aulas. Naquele dia eu também fui à Bienal do livro, no Centro de Convenções, e te mandei uma foto de uma revista que encontrei por lá com Gusttavo Lima na capa, brincando com o fato de que eu tinha te chamado assim enquanto conversávamos à noite.

Com uma semana que eu te conheci, chorei dentro de um ônibus enquanto voltava pra casa. Rezei pedindo a Deus para não me apaixonar por você, para manter você afastado de mim, porque eu não podia suportar viver uma paixão assim. Eu não digo às pessoas que tenho um diário, porque na verdade não é bem isso que aquilo é, mas eu tenho um caderno onde eu escrevo o que estou pensando de vez em quando, tanto faz eu escrever duas vezes na mesma semana como passar um ano sem escrever nele. Ele é só um cantinho de desabafo. Então, enquanto eu chorava no ônibus, escrevi nesse caderno e deixei registrado o quanto eu gostava de você e o quando eu não queria de magoar, porque eu sabia que era isso que eu ia fazer, e por isso rezei e pedi com todas as forças que pude reunir para que ele me ajudasse a ser forte e não deixasse você entrar na minha vida.

Me arrependi dessa oração. Outra semana passou e eu estava cada dia mais ligada a você. Nos falávamos todo dia, o tempo todo. Eu estava tão ligada a você que eu não conseguia mais passar um dia sem te ver, sem falar com você no skype. Você mexeu muito comigo. Um dia, colocou para tocar enquanto conversávamos a música O que é que tem de Jorge e Mateus… Essa, para mim, ficou sendo a nossa música. E cada vez que ela toca, onde quer que eu esteja, eu penso em você e controlo as lágrimas. Porque eu tenho vontade de te ver e ouvir a sua voz todas as vezes.

A gente tinha as nossas próprias brincadeiras… Eu morria de vergonha com as coisas que você me dizia e dava língua, aí você dizia que ia morder a minha língua e eu sentia vontade de me esconder debaixo da cama, porque, Meu Deus, seu jeito de dizer isso mexia com o meu coração! E era incrível que enquanto nos falávamos eu sentia no meu estômago as borboletas que eu sempre ouvi as pessoas dizerem que existia, mas nunca tinha sentido de fato. Mas com você eu senti. Até hoje só as conheço porque você me apresentou a elas. Aquele friozinho na barriga eu só senti com você.

Lembro um dia que você me disse que não acreditava que tinha encontrado alguém como eu num site como aquele. Me senti tão especial, tão importante… Como se eu fosse boa demais para entrar num site tão medíocre. Lembro de ter pensado o mesmo sobre você. Porque eu não enxergava naquela época, mas eu sei que você tem um coração enorme, e que você é bom.

Aí o tempo foi passando e você se afastando cada vez mais, sempre cheio de desculpas sobre como estava ocupado. E então eu chorei porque eu estava errada. Não era eu quem ia machucar você, mas você que ia me machucar. Eu rezei errado para Deus. Você passou um mês sem me dar uma notícia sequer e eu tive tanto medo por você… Medo de nunca mais saber se você estava bem, medo de te perder.

Mas você voltou. E foi como se nada tivesse mudado. Um tempo depois você me mandou outra vez uma música, e eu quase me derreto quando ouço ela tocar. Darte un beso de Prince Royce. Mais uma música que ficou gravada em mim e que eu chamo de nossa.

Foi aí que eu comecei a mudar. Às vezes eu sentia que o sentimento de bem querer era só da minha parte. Eu não acredito que eu estivesse apaixonada, eu não sei direito o que é estar apaixonada, mas eu sentia por você um carinho muito grande, e eu posso dizer com certeza que isso não mudou.

Mas você continuou sempre com as mesmas desculpas, e isso me magoava mais do que você podia imaginar, e eu me sentia solitária outra vez, precisava de alguém que pudesse me amparar e foi então que eu percebi que eu estava vivendo em função de alguém e que sem esse alguém eu não vivia mais. Eu estava fazendo tudo o que eu critico na minha amiga, eu passava 24 horas do meu dia calculando que horas seriam onde você estava e se você já tinha acordado, de que horas tinha ido dormir e se iria demorar para falar comigo, e tinha dias que nem falava e eu me sentia um lixo!

Aí eu comecei a não me importar mais. E como a vida é um espelho, você começou a se importar demais. E aos poucos eu tentei me afastar, fazer com que você se esquecesse de mim da melhor forma, mas eu não conseguia, você estava sempre lá, cada vez mais atrás de mim. Foi então que eu percebi que eu ia precisar te magoar para que os dois saíssemos bem dessa história que não acaba nada bem.

E foi o que eu fiz. Eu te magoei. Eu te magoei porque eu queria te fazer bem, e queria sair bem. Me mantive afastada e cada vez que você me procurava eu sentia vontade de conversar com você, de responder às suas mensagens, de saber o que você tinha para me dizer. Mas eu me fiz de forte e apaguei cada uma das suas mensagens e deletei o seu número todas as vezes que recebi uma mensagem sua, para ter certeza de que eu não cairia em tentação e falaria com você. Tentando te proteger do monstro que eu sou. Porque eu tinha medo disso.

Eu já te contei sobre Caio, o garoto que me tornou essa pessoa dura. Eu enxerguei desde o primeiro momento que eu agi com você exatamente da mesma forma que ele agiu comigo, e eu me envergonho tanto disso! Tanto que você nunca vai poder imaginar.

Mas apesar de toda a vontade que eu tinha de falar com você, eu não falei porque eu achava que se eu voltasse a falar com você só pra satisfazer aos meus caprichos de superar a solidão que eu sinto, eu ia te magoar demais, e eu já tinha te magoado o suficiente por uma vida inteira.

Então eu decidi que eu ia procurar preencher o meu vazio com outras pessoas, para não precisar de você. E foi aí que eu conheci esse Tiago. Esse nome de novo. Você lembra? O primeiro menino por quem eu me apaixonei se chamava Thiago, mas eu o chamava de Gustavo para que ninguém soubesse de quem eu estava falando, e um dia sem querer eu chamei você de Thiago e você ficou irritado. Bom, surgiu esse Tiago na minha vida. Eu tentei ser durona com ele também, do jeito que eu fiz com quando conheci você. Tentei não dar a ele muito crédito, nem muita bola. Fui bem do tipo difícil. Também rezei para não me apaixonar por ele. Dessa vez, no entanto, eu não me arrependo. Mas só gostaria de te contar tudo sobre isso se não fosse através de um post num blog.

Então, bem, não quero me aprofundar tanto nessa história, porque essa história tem doído muito em mim. Só escrevi aqui os meus motivos para se afastar de você de um jeito que você pudesse entender que eu fiz isso achando que estava fazendo o melhor, quando na verdade eu só estava estragando tudo. Mas quando fez um ano que eu te conheci, e exatamente no dia que fazia um ano tinha o show de Roupa Nova, e nesse mesmo dia, indo para o show, tocou O que é que tem?, que é a nossa música, e o show aconteceu exatamente no lugar onde fica o Centro de Convenções… Bom, foram muitas coincidências para uma pessoa só. Não pude evitar.

Espero que um dia você me perdoe por todo o mal que eu te fiz, e que entenda nem que seja um pouco das coisas erradas que eu fiz. Quero que saiba que penso em você sempre, com muito carinho, e que cada um dos momentos que vivemos estará sempre guardado em mim. Você foi para mim alguém muito especial. Espero que Deus te faça muito, muito, muito feliz e saiba que estarei sempre rezando por você. Obrigada.

mmariah.

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Para você

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Eu sei o quanto você me odeia agora. Eu sei que fui uma pessoa horrível. Eu sei exatamente que o que eu fiz dói muito. Eu vivi isso, já fizeram isso comigo. Mas há uma grande diferença entre eu e aquele que o fez: eu sinto remorso, e dor, e náuseas, e não paro de pensar em você e no quanto eu preciso do seu perdão.

Eu sei que você se lembra de mim. Você não pode ter me esquecido. Só agora eu entendo porque passei o dia inteiro me sentindo estranha… Foi hoje. Hoje fez um ano que te conheci, um ano e eu não posso explicar ao certo em palavras tudo o que estou sentindo agora.

Só queria te pedir perdão e dizer que cada vez que ouço aquelas músicas, e cada vez que vejo as fotos que tirei pra você, ou cada vez que vejo você me mandar um beijo, e quando me lembro de como eu me sentia ao falar com você… Só queria o seu perdão, e se Deus realmente está em seu coração, queria que você me desse uma chance de me desculpar.

Porque a dor é muito grande e eu não consigo mais suportar.

Me perdoa!

Mais medos

Eu tenho sentido medo. Medo de como tudo está acontecendo esse ano… Como depois dele a minha vida caiu, como depois de conhecê-lo eu fiquei na pior. Porque antes eu achava que estava mal, mas depois dele eu não consigo mais acreditar que um dia poderei amar alguém, sentir que posso ser tocada sem que isso me enoje. Depois dele veio o outro ele que me magoou de uma maneira ainda pior, e então me parece que depois deles dois a minha vida perdeu o rumo. Graças a isso eu tenho estado mais cética do que nunca sobre mim mesma e sobre os outros, graças a eles eu ganhei de volta os quilos que perdi. Por causa deles eu estou no meu peso de 2010 e não me enxergo mais no espelho, se antes eu me achava ruim mesmo tendo perdido dez quilos, hoje eu me acho ainda pior porque os ganhei de volta.

Minha auto-estima está um lixo. Não que ela já tenha sido boa algum dia, mas ela está cada vez pior. E as lembranças desses dias com eles ainda doem em mim. Quando passo perto da casa de um dos dois meu coração ainda dói, e quando eu me lembro do toque de qualquer um deles em minha pele eu sinto nojo. Uma repulsa que eu não consigo controlar.

Eu penso que gostaria de contar para todas as pessoas o tipo de pessoa que eles são, provar o quanto eu estou correta por não querê-los perto de mim, por não suportar estar no mesmo ambiente, respirar o mesmo ar… Eu gostaria que minha irmã me ouvisse e compreendesse que cada pedacinho de mim está machucado por essa pessoa com quem ela vai a todos os lugares e em quem ela confia tanto (como um dia eu também confiei). Queria dizer ao meu irmão que esse cara que ele idolátra é na verdade alguém que ele nunca imaginaria.

E ao mesmo tempo eu me sinto culpada por pensar desse jeito, culpada por pensar essas coisas. Culpada porque uma parte de mim ainda quer acreditar que tudo foi apenas um grande engano, que não houve nada disso e que eu apenas me enganei sobre ele. Mas então eu lembro que não foi só uma vez, eu lembro que o que ele fez apenas alguém consciente faria, e meu coração aperta dentro do meu peito, e a dor é tão grande que eu às vezes eu me controlo para não fugir pra dentro de mim mesma onde nunca mais ninguém me encontre.

Eu tenho medo de perder as pessoas que eu amo por causa desse segredo que eu terei que manter pra sempre. Medo de perder ela que é uma pequena parte de mim, aquela que eu vi crescer e a quem eu ensinei um pouco sobre o que é ser corajosa. Tenho medo de perder aquela com quem eu me deito para ver TV de vez em quando e com quem eu divido cada um dos meus pensamentos, mas de quem eu terei que esconder para sempre esse sentimento. Nunca vou poder pedir a ela conselhos sobre isso.

E eu ainda não sei como lidar com essas coisas porque os anos vão passar e as coisas vão mudar, mas esse sentimento ainda vai ficar dentro de mim e eu não sei até quando eu vou poder continuar escondendo o que aconteceu, fingindo que é algo que na verdade não é. E eu sei que as pessoas vão começar a me questionar e eu não vou saber como explicar, e é aí que o medo fica maior, porque eu sei que é nesse momento que eu posso acabar perdendo-as. Aquelas que eu não quero perder por causa dele.

E então eu sei que eu estou precisando de um acompanhamento psicológico, mas não quero procurar ajuda porque eu sei no que isso vai dar. E eu tenho medo porque apesar de saber que talvez o que aconteceu tenha sido mais do que errado, eu não quero que isso tome uma proporção maior. Porque eu ainda o amo um pouquinho, o suficiente para querer manter tudo em segredo, desde que ele continue longe de mim e eu ainda tenha o amor daqueles que não foram envolvidos.

mmariah

Uma decepção que dói

Eu me sinto violada. Talvez eu esteja exagerando, mas isso não seria nenhuma novidade. Mas, é assim como me sinto. Por duas vezes eu me senti assim: Uma com o cara do beijo, e a outra com aquele que eu não vou nomear. Mas o que está me machucando não é o fato de ter sido desrespeitada duas vezes, mas ter sido desrespeitada uma segunda vez por alguém que eu não esperava nunca que o fizesse.

Talvez um dia, em algum momento da minha vida, eu já tivesse desejado que isso acontecesse, mas no momento em que eu vi as coisas tomarem aquela proporção eu senti mais do que nunca no meu coração o quanto aquilo era errado, e o quanto eu não queria aquilo. E agora quando eu penso nesses momentos em que fui desrespeitada pela única pessoa no mundo que eu não suportaria que o fizesse, eu sinto tanto nojo, mas tanto nojo, que mal posso imaginar encontrá-lo de novo. 

O meu desejo é que ele suma da minha vida para sempre, pra eu não ter que lembrar do que ele fez cada vez que estiver na presença dele. E a dor de ter que agir naturalmente, como se eu não soubesse que ele o fez, como se eu fosse idiota demais para compreender. A angústia de saber que isso aconteceu quando eu estava tão vulnerável…

Me sinto como qualquer outra mulher que tenha tido sua privacidade invadida, apesar de não ter chegado a ser isso de fato. Mas é assim que minha mente grita para mim. E o amor que eu um dia senti por essa pessoa morreu todo depois desses eventos. E tem morrido cada vez mais a cada dia que eu percebo que ele não era tão bom quanto eu achava que era, nem tão justo, nem tão fiel, nem tão inocente assim.

E agora eu já nem sei mais se valeu tanto eu ter rezado e pedido a Deus por tantos anos da minha vida pela felicidade de alguém que acabou por fazer de mim uma pessoa infeliz. Infeliz porque eu tenho até mesmo nojo de pensar em ser tocada por alguém outra vez, porque agora além de tudo eu tenho dentro de mim um medo que eu nunca antes pensei poder nutrir, mas que me impede de acreditar que exista algum ser humano puro na face da terra; alguém que não te enxergue como um objeto.

Eu estou muito triste.

As vezes em que estive errada

Eu gosto de reler as coisas que escrevo aqui no blog. E, às vezes, na maioria das vezes, eu estou errada. Eu estava errada quando escrevi sobre toda a paixão que eu nutria por aquele que me deu uma super trilha sonora para lembrar dele. Estava tão errada que hoje tenho apenas 4 músicas e nenhum post – porque apaguei todos os que citei ele. Eu também estava errada sobre o Romeo. Ou talvez não totalmente, já que no post eu falei sobre o medo de que ele desmarcasse – e foi bem isso mesmo que ele fez (duas horas antes da gente sair. Safado.).

E também estava errada sobre o cara do primeiro beijo. E não vou nem comentar todo o nojo que sinto cada vez que me lembro daquelas mãos passeando pelo meu corpo, ou daqueles lábios nos meus e aquela língua na minha boca… Sei que vai parecer nojento pra quem ler por eu estar dando tantos detalhes, mas é esse mesmo o sentimento: nojo. Não houve nada mais nojento que eu já tenha feio antes em toda a minha vida.

Então, chego à conclusão de que eu estou sempre errada sobre os homens e que vou acabar morrendo sozinha, porque não consigo me imaginar beijando outras bocas se o sabor for igual ao sabor da boca dele.

Isso vai parecer mais do que estranho, mas a verdade é que eu não me importo. Apenas gostaria de apagar o maior erro que já cometi na minha vida… Porque Ariana sempre disse que meu primeiro beijo seria de amor, e hoje eu tenho uma lembrança de um primeiro beijo que não me fez sentir nem mesmo a vontade de beijar e ainda me deixou o terrível sabor de café espresso por horas.

mmariah.

18 DE MAIO – Dia do beijo

Ela me disse que seria por amor. Depois de 21 anos esperando por esse momento, você cria um pouco de expectativa sobre isso. Tudo bem, MUITA expectativa. E eu esperava que houvesse muito sentimento envolvido. A verdade é que eu nunca quis beijar só pelo prazer de beijar. Eu sabia que não sentiria prazer em beijar alguém se antes eu não nutrisse algum sentimento por essa pessoa. Por isso é que eu sempre achei que seria por amor. Porque eu prometi a mim mesma que nunca beijaria se não houvesse borboletas, arrepios, coração disparado…

Mas não foi por amor. A verdade é que se você só está conversando com a pessoa por duas semanas e só a viu uma vez antes do grande dia, você ainda não tem sentimento nenhum. Talvez você sinta vontade de beijá-la, e te dê arrepios pensar nisso porque, é claro, você é um ser humano como qualquer outro, que tem desejos e tal, mas você ainda não tem um laço com essa pessoa. Não houve tempo para criar nenhum laço.

Mas confesso que eu esperava que isso acontecesse. Num segundo encontro, considerando que nada aconteceu no primeiro, era de se esperar que isso fosse mesmo acontecer. Eu só não esperava que fosse do jeito que foi. O que também não significa que eu esteja arrependida ou que não tenha gostado. Muito pelo contrário.

Eu gostei quando ele me abraçou enquanto andávamos. E gostei que ele puxou meu corpo para bem perto do dele depois de algum tempo. A sensação de estar tão colada assim a ele era muito boa. Mas eu não esperava que ele fosse me beijar na frente de uma árvore em plena Praça do Arsenal, na esquina da Rua Barão Rodrigues Mendes com a Rua da Guia em frente a apenas algumas milhares de pessoas (estou exagerando um pouquinho).

Mas enfim, o que importa é que eu não esperava pelo beijo e, apesar de ter sido bem inesperado, foi um pouquinho do jeito que eu imaginava que seria. Me pegou totalmente desprevenida e me deixou MUITO envergonhada. E ele foi incrível do jeito que eu esperava que ele fosse, porque qual é o homem que segura a sua mão e sente ainda mais vontade de te beijar depois que você admite que nunca tinha feito isso antes? Não muitos… E qual é o homem que insiste em dizer que você beija bem, mesmo você sabendo que não está fazendo nada direito, porque MEU DEUS DO CÉU acho que a minha língua foi abduzida!

Okay, acho que estou entrando em detalhes bem mais íntimos do que eu imaginei quando comecei a escrever esse post. Mas, quem se importa? Só quem lê esse blog sou eu mesmo… E talvez se algum dia o dono do meu coração ler esse post, independente de ser aquele que guardou o meu primeiro beijo ou aquele que guardará o último, ele não deverá se importar que eu tenha escrito o que eu estava sentindo e como foi que aconteceu. Afinal, haverá sempre outro beijo guardado para ele, se assim ele desejar. 🙂

Mas não era isso que eu ia dizer. Eu ia dizer como o nervosismo me impediu de sentir alguma coisa, e esse é um sentimento que você deve evitar se você vai beijar pela primeira ou pela milésima vez. Beijos e nervosismo são duas coisas que não podem andar juntas. Porque o nervosismo elimina qualquer possibilidade de frio na barriga, borboletas no estômago, arrepios na espinha e coração disparado. Então, sinto lhe informar, mas você está beijando no automático. Eu confesso que só beijei porque estava sendo beijada porque, se pudesse evitar, não teria beijado muito durante aquela noite. O nervosismo me fez ficar distante, e eu juro que foi tudo culpa dele.

Na verdade, se alguma coisa me fez sentir borboletas, eu posso descrever aquele abraço. Porque o jeito como as mãos dele deslizavam para cima e para baixo nas minhas costas, e cada beijo que ele deixou enfileirado no meu pescoço, e o jeito como ele gastou todo o perfume que eu havia borrifado ali… E também como ele me apertou contra o corpo dele e eu me senti tão desejada, e como quando ele me pediu que eu o beijasse e eu fiz isso da maneira mais desengonçada do mundo…

Então, tudo bem, eu confesso que não senti nada naquele dia, mas é importante dizer que eu sinto tudo isso hoje. Senti na segunda, relembrando cada momento, senti na terça quando estava estudando nossos movimentos, sinto hoje enquanto desejo fazer tudo isso de novo, e aposto que vou sentir amanhã e depois de amanhã, e depois de depois de amanhã, até o dia em que a gente se encontre de novo e repita cada uma dessas coisas.

E agora o meu medo é que a gente não tenha tempo para repetir a noite de domingo passado. Medo que eu não seja assim tão interessante depois de você ter provado do meu beijo ruim. Medo que você seja diferente do que está se mostrando e, na verdade, só queira de mim algo que eu não posso te dar. Medo que você me ache criança demais para você e que os sete anos de diferença entre nós seja um problema. E eu estou cheia de medos. Mas, eu gosto de você, e talvez se você permitir eu possa fazer esse sentimento crescer e então o beijo que não foi de amor um dia pode ser, e aí quem sabe o que vai acontecer?

mmariah.

ATT:

Acho que eu estava drogada nesse dia. Eu fantasiei MUITO nesse post e, na verdade, não houve NADA de incrível nem heróico em NADA do que aconteceu. Eu era apenas um objeto nos braços da pessoa errada. E cada movimento dele foi pensado e articulado para conseguir aquilo que ele queria. Hoje eu entendo, e hoje eu me odeio por ter pensando em fazer essas coisas de novo. Hoje eu não quero voltar nunca mais naquele endereço.

Romeo

I wish I could write the whole post in english, but my mind is going so fast that I’ll just stop and say it in portuguese.

Muitas coisas nele me cativam: Seu jeito desleixado, seu silêncio insuportável, seu sorriso meio torto, o modo como ele pisca o olho nas fotos, o fato de que ele toca guitarra, ele gostar de ler, ser inteligente, escrever bem e correto, saber os diferentes tipos de “porque” e saber empregá-los corretamente. Como ele sequer abrevia as palavras ao falar na internet e não deixa passar um só acento ortográfico. He’s so cute sometimes I just can’t believe he’s even thinking about going out with me today night. 

Eu não sei muito sobre ele. É apenas a primeira vez que vamos nos ver, aquele tal do primeiro encontro, mas minhas mãos tremem só de pensar em como isso está realmente acontecendo.

Eu tenho medo. Medo de que ele não me ache bonita ou, pior, que ele me ache chata. Medo de que eu não saiba o que fazer no momento certo, medo de não saber qual é o momento certo, medo de não haver um momento certo. Medo de que ele não segure a minha mão e eu não possa sentir o calor da pele dele na minha. Medo de que ele não me acompanhe até o carro e eu não possa admirá-lo pelo retrovisor enquanto vou embora. Medo de estar fazendo tudo errado. Medo de estar pensando demais. Medo de ser apenas mais uma das minhas viagens. Medo que ele não queira tempo comigo para me ensinar a tocar violão. Medo de assumir que eu cresci. Medo de que ele não vá (!!!!). Medo de ele desmarcar. Medo que ele me dê tchau antes que esteja pronta para ir embora. Medo de precisar ir embora e não conseguir me despedir. Medo de não saber como posicionar o meu rosto no melhor ângulo para encostar no dele. Medo de que seja tudo perfeito e, no fim, ele não me ligue no dia seguinte, não mande uma mensagem, um snap, um oi, um tchau, um foi um prazer, um adeus.

Mas ele é um Romeo e, talvez eu esteja enganada mais uma vez , mas ele me parece como um príncipe e não acredito que exista mesmo razão para tantos medos. Talvez eu devesse apenas relaxar, confiar, esperar e ter coragem. Ser forte e acreditar que há algo guardado para mim e que eu estou vivendo algo muito maravilhoso em minha vida, ainda que ele não seja “o” ele. 

 

mmariah.

~trembeling

~terrified

~ohgod

 

A palavra com ‘A’

Ela só existe no papel. Eu descobri isso agora a pouco quando comecei a repassar alguns anos da minha vida. Quando eu era menor o amor significava pai e mãe ouro de mina, irmãos, avós, tias, primos… talvez dois coelhinhos e uns peixinhos no aquário. Aí eu cresci um pouco e descobri que o amor também podia significar dor: alguns amigos que não se importam com você, alguns que se importam mas não demonstram, e até aqueles que vão passar a vida sem demonstrar e você vai saber assim mesmo.

Quando eu cheguei à adolescência eu ouvia falar sobre a paixão e deixei que ela fizesse parte do significado da palavra com ‘A’, mas eu ainda não conhecia isso. Naquela época eu me orgulhava em poder dizer que nunca tinha gostado de ninguém (sortuda)!

Aí eu comecei a ler. E com a leitura eu decidi escrever e é aí que começo as minhas filosofias. Desde que comecei a ler e escrever o amor não saiu mais do papel. Eu sempre achei que estava tudo bem, e agora eu vejo que não, não está tudo bem, porque tem que ter alguma coisa errada!

Eu acho que estou cansada de escrever sobre o amor. Parece que quanto mais eu escrevo, menos real ele é. Talvez ele não exista. Cal Langdon estava certo desde o começo. Eu costumava brincar sobre isso, mas agora acho que acredito nele.

A palavra com ‘A’ não existe. É tudo fruto da reação química no cérebro causada pela feniletilamina.

Eu costumava me questionar como as pessoas podiam escrever sobre coisas tão lindas e chamarem de “ficção”. Eu achava impossível, tem que acontecer em algum lugar! As pessoas não criam histórias do nada! Mas agora eu sei que é tudo mentira. Então, chega de escrever sobre o que não é real. Vamos falar de coisa boa, vamos falar da nova tekpix!

Porque a vida é curta demais para pensar em tão pouco.

Se antes eu não queria amor pela metade, então agora eu não quero amor nenhum.

Que a vida seja doce! Um brinde ao não amor! Um brinde à solidão!

 

mmariah.

The end

Me disseram hoje a verdade sobre quando eu nasci.

Depois de 21 anos eu ouvi mais do que apenas “Você nasceu laçada”. Não é que estivessem me escondendo isso, acho que apenas ninguém nunca pensou que isso fosse importante para mim. Então, hoje, despretensiosamente, numa conversa normal eu ouvi as palavras que eu sempre senti mas nunca imaginei que fosse verdade… Eu quase morri. O cordão umbilical estava envolto na minha cabeça e eu nasci roxa por causa disso. Eu não queria nascer. Eu sempre soube que eu não queria estar aqui nesse mundo, eu sempre pensei que eu preferia não estar, mas nunca imaginei que eu senti isso desde antes de nascer. Ouvir da boca da minha mãe e de Octávia essa verdade me deixou pensativa. Eu não imaginava que fosse assim tão forte dentro de mim. 

E então eu ouvi Octávia falar sobre o medo de não ser amada e como ela me amaria mesmo que ninguém me amasse. E é isso mesmo! Porque eu tenho medo de não ser amada, de não ser desejada, de não ser querida por ninguém, de ser apenas mais um estorvo para alguém.

Eu já sabia de tudo isso, mas eu nunca pensei que fosse assim tão verdadeiro. 

E eu sempre olhei para essa baixa na minha testa e nunca imaginei que o significado por trás dela fosse assim tão forte. Mas essa marca carrega  história de como eu nasci, de quando eu não quis vir, e mesmo assim Deus me disse “Vá e faça aquilo que você  deve fazer!”, porque Deus tem um propósito para tudo e tudo que Deus faz é bom, então eu acredito n’Ele e vou esperar n’Ele e vou sorrir porque, já que eu vim mesmo sem querer, vou fazer valer a confiança que Ele tem em mim e dar o melhor que eu puder para atingir o meu objetivo quando me vi pronta para reencarnar.

E aquele que não me amar eu vou vencer, porque sofrer é apenas uma das opções e eu tenho o poder de dizer a mim mesma que eu posso e vou superar qualquer um que me entristeça. Então este post fala do começo e é entitulado ‘O fim’, mas porque é aqui que acaba o meu ócio e conforto. Já chega de receber amor pela metade. Estou dando um basta aos sorrisos largos demais. Cansei de me contentar com pouco. Eu quero o amor que eu mereço. 

 

mmariah.

Meu little baby

Meu little baby

Ele não pode saber que chamo ele assim quando estou pensando com os meus botões. Mas ele é o meu bebê lindo, meu amorzinho, a coisinha mais fofa que existe! Ele faz grosseria comigo, me irrita, é brabo, mas ele também vem aqui no meu quarto e me faz companhia. A companhia dele supre qualquer dor, qualquer sentimento ruim. O carinho silencioso que ele me dá me emociona. E quando a gente está assim é tão bom! E o silêncio entre a gente não é desconfortável. E ele me ama. E eu o amo. E isso basta.

Te amo demaissss ❤